13 - Continuando. | Tudo Começou em Dezembro.

6/19/2013 04:54:00 PM

Cheguei em casa e me lembrei, do telefonema, lembrei do que eu teria que fazer. Eu estava em um mistério profundo, afinal, quem seria a pessoa que estaria fazendo isso com minha priminha. Minha tia só conseguia chorar e Mayara as vezes nem isso. Eu estava com medo, muito medo. Fui direto para meu quarto, me sentei no chão e resolvi escrever.

A única frase que saiu:
"O mundo gira, eu também, meu medo surge, meu coração ressurge e por fim me calo, em minh'alma e sangue." 

Não sei se Clarice leria e me traria alguma resposta, porém, mesmo assim escrevi. Meus olhos estavam ardendo. Sono? Talvez. Decidi deitar pra deitar dormir, me virava de um lado para o outro e não conseguia dormir. Ouvi um barulho "Clarice?" eu pensei. Não! Era Mayara abrindo a porta. 
- Posso conversar?
- Claro Mayara. 
- Meu coração está doendo. 
- Como? 
- Não sei, só está doendo. 
- Calma, pode ser desespero. 
- A culpa foi minha Keth! 
- Não May, não foi, as coisas acontecem e nem sempre alguém tem uma culpa.
- Ninguém entrou em contato Keth. Será que eles não querem dinheiro? Será que ja a mataram e venderam os órgãos ou sei la?
- Nossa May, fica tranquila, tudo vai se resolver.
- Como sabe? 
- Não sei, só desejo. 
Eu a abracei como se aquilo serviria de algum conforto para ela. Ela dormiu, eu sai do quarto e a deixei. Fui pra sala, minha tia ainda chorava. 
- Tia, porque não tenta dormir? Pode ser bom.
- Ai Keth, eu não consigo. 
- Tenta tia. 
- Não dá, fecho os olhos e começo a pensar nela, pensar em onde ela pode estar, com quem ela pode estar, se ela está com frio, com fome ou sei la como. 
- Quer que eu prepare um chá para a senhora?
- Não precisa. 
- Tem certeza tia? A senhora pode ficar doente, tem que dormir pelo menos um pouco. 
- E você? Não vai dormir?
- Eu dormi muito a tarde.
- Você não estava com Arthur?
- Sim, mais a gente dormiu. 
- Ah tá. Irei tentar dormir então. 
Ela se levantou e foi em direção ao quarto, eu sabia que ela não iria dormir, mais a deixei, pois, eu também queria ficar sozinha. 
O tempo se passava e eu desejava a aparição de Clarice, eu queria fazer algumas perguntas e nada dela aparecer, aquela com certeza foi a noite mais longa de todas. Quando olhei no relógio e vi que já estava na hora do colégio tomei banho e me arrumei, fui até o quarto da minha tia, como suspeitei ela estava acordada. 
- Tia, acha melhor deixar Mayara dormindo ou chamo ela para ir ao colégio?
- Deixe-a dormir. 
- Ok, to indo tia, fique bem. 
Eu caminhava ao colégio com muita pressa e curiosidade, confesso um pouco de medo também, eu não encontrei ninguém no caminho, nem Arthur. Cheguei ao colégio ainda não havia ninguém, entrei na sala e me sentei, coloquei o fone de ouvido, esperava Clarice, mais ela não apareceu. Foram chegando as pessoas, o sinal bateu, a aula começou e nada de Arthur. 
O sinal do recreio tocou, eu caminhei lentamente até a quadra para que ninguém me visse. Fui para o local combinado e não vi ninguém, esperei mais um pouco quando ouvi uma voz.
- Ainda bem que não faltou ao encontro! 
Era a voz de uma pessoa, somente uma, aquela loira infernal, a "coleguinha novata". Por um momento se passou um milhão de coisas na minha cabeça, mais me virei: 
- Maria Laura? 
- Surpresa em me ver? 
- O que você quer de mim? - Eu aumentei o tom. 
- De você? Só seu namorado. 
- Ainda bem que você sabe que ele é meu né. 
- Olha minha linda, você quer sua priminha de volta não quer? Então, termine com Arthur e terás ela de volta. 
- E você acha que assim você vai conseguir ele? Mais cedo ou mais tarde ele descobre.
- Será o suficiente para que eu consiga o que quero. Bom você tem até amanhã para se decidir, caso contrário, não terás a priminha. 
Ela se virou e saiu. Eu com ódio nos olhos e no coração, naquele momento desejei a morte daquela "coleguinha novata", porque ela tinha que querer justo meu namorado? Então gritei:
- Clarice, aparece por favor! 
Foi quando vi a imagem de Clarice vindo em minha direção: 
- Clarice porque demorou tanto?
- Keth, a partir de agora você deve seguir suas escolhas sem mim.
- Você vai sumir Clarice?
- Não, continuarei te protegendo, só que você terá que fazer suas escolhas, não posso influenciá-la mais, caso contrário, ai sim desaparecerei. 
- Clarice, mais porque?
- Keth, a vida é sua e a morte minha. Devo cuidar de você, porém não posso mudar sua vida. 
- Clarice por favor, só mais uma resposta. 
- Desculpe-me Keth. 
Ela se foi e mais uma vez fiquei na dúvida. Não voltei pra sala só fiquei ali sentada no chão imaginando o que  fazer e o que falar. 

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